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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Poema de Boteco






na inquisição do churrasquinho

na sibéria das cervejas

nas egrégoras dos bebuns

me sinto em território casa

casual ao acaso

às vezes animal

com grunhidos e arrotos

submundo

punk

guitarras ao destino

em toda essa simbiose

só me comprometo com uma coisa

uma única ação

que venha a conta!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

BOTECO

da embrionária leveza
nasce o âmago da aspereza
fortalecendo o rutilante revés
do menestrel que procura o viés
nas sombras dos óculos
estão mil palavras
sua figura exclusiva
lançada à sorte
em um boteco
do centro da cidade